Um olho na estrada. Outro, na geometria

Um olho na estrada. Outro, na geometria

22/03/2013

Estabilidade, segurança e durabilidade dependem de atenção preventiva e permanente a alinhamento e balanceamento do veículo

Texto | Clébio Cavagnolle Cantares

Em estradas esburacadas, nas quais o motorista é obrigado a conviver com irregularidades e má conservação, o automóvel sofre desgaste progressivo e exige uma manutenção mais cuidadosa. Nesse sentido, o condutor precisa ficar de olho na vida útil dos amortecedores no alinhamento e na geometria, não apenas para manter o carro rodando, mas, sobretudo, por uma questão de segurança. “Amortecedores gastos podem causar instabilidade, comprometer o desempenho dos freios, além de provocar vibrações e ruídos na suspensão, desgaste prematuro dos pneus e acidentes graves”, afir­ma o supervisor de Assistência Técnica e Serviços da Affinia Automotiva, fabricante dos amortecedores Nakata, Jair Silva. São vários os sintomas decorrentes da falta de manutenção, como balanço excessivo depois de freadas e arrancadas, perda da estabilidade em curvas, trepidação excessiva das rodas e redução do contato entre o pneu e o solo.

Corrigir desequilíbrios

Para o diretor do Sindirepa-SP Cesar Samos, parte importante desses cuidados é o alinhamento da direção, ou geometria.“Trata-se do ajuste do sistema de suspensão e direção em determinadas medidas para garantir a estabilidade e a segurança do veículo, assim como o balanceamento de rodas tem a função de corrigir o desequilíbrio de massas no conjunto pneu e roda”, enfatiza.

“Esses serviços são importantes para manter a suspensão em bom estado, pois durante o alinhamento é possível detectar eventuais problemas, além de manter dirigibilidade e estabilidade do veículo, resultando em maior segurança.” Segundo Samos, o ideal é alinhar e balancear o automóvel a cada 10 mil km ou, em caso de algum impacto na suspensão, caso o motorista perceba alterações na dirigibilidade, como direção “puxando” para algum lado, volante torto, ruídos estranhos e perda da estabilidade.


“Manter o veículo com molas e amortecedores em bom estado é uma garantia para que outros componentes da suspensão e direção, como borrachas, buchas, articulações e até mesmo a estrutura do carro não sofram danos”, explica Silva. Segundo ele, o segredo é ficar atento à vida útil dos equipamentos. “A durabilidade do amortecedor está diretamente ligada às condições gerais do sistema de suspensão, à forma de condução do automóvel e ao tipo de solo pelo qual ele trafega”, diz. “Entretanto, já tivemos casos de amortecedores Nakata com mais de 100 mil km rodados que mantiveram praticamente todas as especificações originais.”

Amortecedores e molas fazem parte de um sistema que, em bom estado, garante o controle das vibrações impostas pelas condições de tráfego e o conforto dos ocupantes do veículo. Uma vida útil prolongada depende do cuidado com outras peças que fazem parte desse sistema. O supervisor destaca, entre eles, não exceder a carga máxima do veículo, não fazer alterações das características originais da suspensão, utilizar coxins, batentes e coifas de boa qualidade, fazer alinhamento de direção e balanceamento das rodas na frequência indicada pela montadora, além de evitar arrancadas e freadas bruscas.

Consumidora aprendeu na raça

Depois de passar por alguns contratempos, a administradora Aline Correia, moradora de Santo André (SP), afirma que já aprendeu na prática as vantagens de realizar o alinhamento e balanceamento dentro do prazo aconselhado para seu Fiat Pálio. “Peço para meu pai levar o carro para fazer essa revisão a cada 10 mil km. Isso tem evitado problemas maiores e a diferença pode ser sentida na hora de pegar uma estrada”, afirma. “Temos de cuidar bem do nosso meio de transporte e da nossa segurança”, ressalta.

 

“É possível avaliar a necessidade de manutenção seguindo algumas dicas como observar se o desgaste dos pneus acontece de forma irregular, pois amortecedores desgastados fazem com que o pneu perca contato com o solo, provocando escamações. Se há desconforto na dirigibilidade e perda da estabilidade, deve-se ficar atento. Impactos ao passar por irregularidades do solo, como quebra-molas ou depressões, também são sinais importantes”, destaca.

Manutenção preventiva. Jair Silva explica ainda que o motorista deve realizar manutenção preventiva de modo permanente. “A inspeção dos amortecedores é realizada geralmente de forma visual, onde se observam as avarias e vazamentos. Entretanto, existem máquinas que simulam o funcionamento da suspensão como se estivesse em operação, o que facilita”, relata Silva.

“A escolha do profissional na hora de avaliar o estado do amortecedor e do sistema de suspensão é fundamental. O bom profissional pode detectar problemas nestes componentes através do teste de rodagem. O consumidor deve fugir de produtos recondicionados”, afirma o supervisor.

SAIBA MAIS

JAIR SILVA (AFFINIA / NAKATA)

0800 7078022

www.nakata.com.br

 

CESAR SAMOS (SINDIREPA-SP)

(11) 5594-1010

sindirepa@sindirepa-sp.org.br

www.sindirepa-sp.org.br