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O BARATO SAI CARO

O BARATO SAI CARO

26/04/2016
Por Marco Augusto Avelino
 
A Matéria de capa desta edição vai direto ao ponto quanto a uma dúvida de muitos varejistas: o empresário pode contentar-se com os atuais resultados de seu negócio, por melhores que sejam, e deixar que a empresa estacione neste patamar, ou ele deve se esforçar para expandi-lo, correndo riscos, quem sabe, desnecessários e hoje inexistentes?
Bem, a primeira coisa a considerar é que o simples fato de estar no mundo dos negócios é estar sempre correndo riscos. Exemplos de problemas não faltam em nosso dia a dia: é o fornecedor que não entregou o pedido na data planejada, o cliente fiel que, de uma hora para outra, tomou chá de sumiço, um novo pacote econômico para bagunçar tudo, e por aí vai.
O que não pode é ficar de braços cruzados olhando a concorrência se mexer, atenta que está às oportunidades. Uma dessas oportunidades tem a ver com a forte queda nas vendas de veículos zero, dado o atual cenário político e econômico. Quem sonhava em colocar um carro novo na garagem está recorrendo à manutenção do possante atual para rodar um pouco mais com ele e também para que ele não perca muito valor de revenda.
Este é apenas um exemplo de bom motivo para investir no negócio. As oportunidades estão aí e precisamos ficar atentos. O fundamental é fazer um diagóstico o mais amplo possível, levando em conta fatores como o posicionamento da empresa no mercado, os passos da concorrência, as novas demandas dos consumidores etc. Esse levantamento dará a base para um plano de ação consistente com grande chance de sucesso.
Se você avaliar que é chegada a hora de investir na expansão de seu comércio, não deixe de ler também a seção Vitrine, que traz dicas de como deve ser o marketing da empresa voltada para o cliente, aquela que leva muito a sério os questionamentos, reclamações e sugestões dos consumidores.
Você acaba de promover aquele colaborador esforçado que se dedicou anos a fio à carreira e à empresa com muita responsabilidade? Você pode ter feito justiça –a ele e à empresa. Mas pode também ter colocado o devotado funcionário numa sinuca de bico. Sim, porque não é incomum a quem acaba de chegar à liderança se ver, de uma hora para outra, isolado pelos próprios colegas por justamente não o enxergarem mais como colega. Confira a seção Gestão. Se for o caso, com certeza você poderá ajudá-lo nessa nova etapa.
Na seção Mercado, voltamos a bater na tecla do quanto é decisivo atuar apenas com produtos de qualidade e procedência. Não vale a pena correr o risco de manchar a imagem da empresa. Como sabemos, o barato sai caro.
 
Marco Augusto Avelino,
Diretor de Vendas e Marketing