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ANJO DA GUARDA

ANJO DA GUARDA

16/05/2017

A suspensão é o grande protetor do motociclista sempre que surgem no caminho lombadas, buracos e outros obstáculos tão comuns à maioria das cidades brasileiras

 

Por Paulo Carneiro

 

Além de atenuar os efeitos na estrutura do veículo, o sistema de suspensão também protege o piloto da brutalidade dos choques em nossas ruas esburacadas, que não raro afetam a coluna vertebral e outras partes do corpo. Por esse motivo, nada é mais importante do que saber como o sistema funciona e o que fazer para preservar seus componentes.

Segundo o gerente de qualidade e serviços da Nakata, Jair Silva, na maioria dos casos a suspensão de uma moto consiste em um par de amortecedores dianteiros e um par traseiro, sem muita complicação. “No caso do sistema dianteiro, o mais comum é aquele composto por um garfo telescópico, que contém um par de cilindros externos, como também tubos internos, que são as partes conectadas à mesa do guidão, além de componentes internos, como molas, retentores, válvulas e óleo. Já a suspensão traseira é apresentada, basicamente, em dois modelos comuns: a primeira é equipada com dois amortecedores, e a segunda, do tipo monochoque, é composta por apenas um amortecedor”, afirma Jair.

O técnico realça que, em qualquer um dos casos, o sistema tem sempre a função de manter uma condução segura e confortável ao piloto, mesmo em condições adversas. “Ele é responsável por absorver as vibrações, garantindo o contato das rodas com o solo, sobretudo nas curvas, mantendo a estabilidade da motocicleta nas freadas e em situações em que a mesma necessite de controle da direção.”

De acordo com Jair, a suspensão dianteira das motos de baixa cilindrada é constituída por molas internas, que ficam dentro de um tubo ou cilindro conhecido como “bengala”, com fluidos e retentores, e não pode ser ajustada. “Já a das motos de alta cilindrada utiliza o mesmo sistema, porém permite o ajuste para o tipo de terreno, peso do piloto e condições de pilotagem”, diz. Ainda segundo o especialista da Nakata, a suspensão traseira das motos de baixa cilindrada, desenvolvidas para utilização urbana, normalmente é equipada com amortecedores duplos convencionais. “Os do tipo monochoque costumam equipar apenas modelos maiores ou que tenham sido desenvolvidos para utilização em terreno acidentado, na terra, pois proporcionam maior desempenho.”



O técnico recomenda ao motociclista que evite submeter o veículo a situações desgastantes, como subir calçadas e transitar em vias esburacadas ou alagadas. “Para evitar desgaste prematuro, também é indicado não exceder o peso permitido, que varia de acordo com cada modelo de motocicleta.” Segundo ele, é aconselhável fazer uma avaliação a cada quatro mil km e ficar atento a vazamento de óleo, ruídos ou falta de estabilidade na condução, pois isso pode ser sinal de que já está na hora de trocar algum componente. Jair alerta o consumidor para que exija sempre amortecedores de marca de qualidade e dentro das especificações do fabricante do veículo. “Isso é importante para manter as condições e funcionalidades de acordo com as características originais da moto, garantindo o conforto, segurança e eficiência na condução.”

De acordo com o especialista, a linha de amortecedores da Nakata atende a diversos modelos das principais marcas presentes no país, como Honda, Yamaha e Kasinski. “A empresa foi a pioneira no desenvolvimento de amortecedores pressurizados para veículos leves e pesados e emprega essa tradição de mais de 50 anos no mercado brasileiro também ao segmento de motocicletas.”

 

Calibrar pneus

O mecânico Alex Bongiovanni, da Officine Moto, em São Paulo (SP), também adverte o motociclista para tomar todos os cuidados possíveis a fim de preservar a suspensão. “Algumas dicas importantes são: não ‘varar’ lombadas e obstáculos, respeitar o limite de carga e calibrar os pneus de acordo com o peso transportado”, afirma. Segundo ele, a calibragem inadequada, tanto acima como abaixo do recomendado pelo fabricante, não só influencia diretamente na condução, como também afeta a conservação da suspensão. “Ressalto ainda que é necessário ficar atento quando transportar a moto em picapes, carretinhas ou em guinchos, pois é comum ver, nestas situações, motos com a suspensão totalmente ‘apertada’, ou seja, os esticadores são acionados ao extremo, deixando os amortecedores totalmente comprimidos, o que ocasiona vazamentos nos retentores e o arreamento das molas.”

Bongiovanni dá ainda uma dica aparentemente simples, mas, segundo ele, de grande importância. “Recomendo cuidado com a limpeza da moto, pois o acúmulo de sujeira entre a haste e vedadores pode ocasionar vazamentos, repercutindo na durabilidade dos componentes da suspensão, seja ela dianteira ou traseira.”

 

SAIBA MAIS

NAKATA

0800 7078022

www.nakata.com.br

ALEX BONGIOVANNI (OFFICINE MOTO)

(11) 99376-4825

alex@officinemoto.com.br

www.officinemoto.com.br

www.motosafe.com.br