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O social na Primeira Divisão

O social na Primeira Divisão

16/05/2017

Empresário no Tocantins vê escolinha de futebol que ele ajudou a criar disputar com time próprio o Estadual, ao mesmo tempo em que entusiasma garotos para o estudo

 

Por Nei Bomfim

 

Um simples passeio do empresário capixaba Adilson Lopes Bilse a uma fazenda no Tocantins, 18 anos atrás, acabou gerando quatro empresas no Estado –Rei do Ar e Silencioso, AutoCenter Vitória, Rei do Ar Distribuidora e Rei do Ar Condicionado– e um time que hoje disputa a primeira divisão do Campeonato Tocantinense de futebol. As empresas atendem mecânica, autoelétrica, injeção, alinhamento, suspensão, escapamento e ar condicionado. Três ficam em Araguaína, e uma, na capital. Foi em Araguaína que o grupo pôs o pé na ação social. “Ajudo em tudo o que eu puder, principalmente na religião e esporte”, define Adilson.

Este “tudo” inclui auxílios variados a igrejas de diferentes religiões, e uma ação que vem particularmente brilhando. O empresário somou-se a oito grupos 13 anos atrás para criar uma escolinha de futebol num terreno da prefeitura. Já seria muito bom poder citar os atuais 140 meninos dos sete aos 18 anos que ali aprendem o esporte.

Mas a escolinha produziu um time. O Sociedade Desportiva Sparta, fundado em 2006, vem dando tão certo que já foi campeão da Segunda Divisão no ano passado e agora disputa a Primeira do Tocantinense. “Dos nossos 25 jogadores, apenas três são de fora”, conta Adilson. Como um comentarista entusiasmado, ele não pára de narrar as conquistas: das quatro partidas deste ano, levaram três.

A empreitada social envolve não só funcionários do empresário, 36 no total, como sua própria família. E também pessoas relacionadas em algum grau às suas ações sociais. O resultado é que, em campo, o uniforme dos jogadores ostenta os logos das empresas de Adilson, dentre outros patrocinadores.

Fora do estádio, os contatos com empresários para reforçar o Sparta e a escolinha fortalecem a imagem de Adilson. “Tanto empresários para quem peço contribuição, como as comunidades das igrejas que eu ajudo passam a me conhecer e a confiar”, constata o empresário.

Assim, além de animar-se com o movimento crescente em suas lojas, Adilson fica contente é com a saúde da “escolinha”. “Como os meninos precisam ter nota boa nos estudos –senão, são cortados da escolinha–, o que acontece é que o moleque que fraquejou em alguma matéria racha de estudar até meia-noite para recuperar o direito de frequentar os treinos todo dia.”