A força passa por aqui

A força passa por aqui

19/07/2017

O sistema de transmissão tem de estar tinindo para o caminhão poder encarar qualquer estrada numa boa. Se houver um barulhinho na troca de marchas, não hesite: pare assim que possível. Melhor ainda: não espere os ruídos: faça manutenção preventiva

 

 

Por Paulo Carneiro

 

Não há nada melhor do que subir à cabine com a certeza de que o caminhão está em ponto de bala, mas não hesite em atrasar a viagem se perceber sinais de irregularidades logo na saída. Embora o veículo esteja pronto para operar em condições adversas, às vezes surgem problemas de última hora, como ruídos na troca de marchas ou folga no cardan, o que pode ser evitado com a manutenção preventiva. Nesse sentido, especialistas ouvidos pela Revista Pellegrino oferecem dicas importantes sobre como funciona o sistema e o que fazer para prolongar sua vida útil.

O gerente de serviços de campo da Eaton América do Sul, Marcelo Ernesto, explica que a principal função da transmissão dos veículos pesados –componente do trem de força localizado entre o motor e o eixo traseiro– é permitir a dirigibilidade nas condições impostas pela carga e pelo terreno, por meio da multiplicação do torque gerado no motor e controle da velocidade. “Em transmissões manuais, o controle da troca de marchas e o acionamento da embreagem são de responsabilidade do motorista, que deve ter cuidado para fazer as trocas em faixas de rotação e velocidade adequadas à aplicação, seguindo a ‘faixa verde’ do mostrador de RPM do motor.” Nesse caso, de acordo com Ernesto, a utilização adequada da embreagem, principalmente em situações de lançamentos em rampas, é muito importante para preservar a integridade do sistema.

Segundo ele, nas transmissões automatizadas isso passa a ser feito pelo software instalado na unidade de controle eletrônico da transmissão, que tem parâmetros para evitar operações abusivas. O motorista também precisa ficar atento a outras obrigações. “Os veículos de carga possuem manuais e guias de manutenção que devem ser seguidos, como as trocas de óleo nos períodos recomendados, a lubrificação de subsistemas mecânicos e a limpeza regular do sistema pneumático”, afirma. O técnico da Eaton afirma também que o motorista deve evitar o uso abusivo dos recursos disponíveis e os erros de operação, como a sequência de trocas de marchas de forma “esportiva”, com engates rápidos, sem acionar o pedal da embreagem até o final.

 

Marcas consagradas

Para o diretor de vendas da Dana, detentora da marca Spicer, Carlos Dourado, a preservação do sistema não é uma questão apenas de boa direção, mas sobretudo de valorização das peças do veículo por meio da manutenção preventiva. Ele lembra que o sistema é composto pela transmissão e também por cardan e diferenciais, e tudo isso integrado às áreas de direção e suspensão. Em sua opinião, uma regra básica a ser seguida para o bom funcionamento do veículo está na utilização só de peças adquiridas em fornecedores de confiança, com a qualidade original. “Elas devem ser fabricadas de forma a oferecer segurança e desempenho e precisam ser aplicadas por profissionais experientes e atualizados”, diz. “O objetivo da Dana é, por intermédio do fornecimento de componentes originais e de qualidade garantida, proporcionar e garantir as condições necessárias para que o veículo rode com total segurança e que não fique parado em decorrência de problemas mecânicos.”

Segundo Dourado, as razões para a escolha de uma marca consagrada são bastante simples e devem ser levadas em conta na hora da compra. “Por trás de uma caixa Spicer, por exemplo, há uma empresa sólida, global, que investe no Brasil há 70 anos, com time local, em seis unidades no país, formado por engenheiros e técnicos que conhecem as desafiadoras condições de nossas estradas”, argumenta.



“Não é só uma questão de preço, mas de um conjunto de procedimentos em prol da tranquilidade e segurança não apenas do motorista, mas do distribuidor, do balconista das autopeças, do mecânico, do proprietário do veículo e dos passageiros.” Em relação ao cardan, Dourado recomenda que o motorista evite o excesso de carga que venha a causar desgate prematuro, desalinhamento do conjunto ou mesmo em avarias mais graves.




Já o gerente de assistência técnica da Nakata, Jair Silva, destaca o papel desempenhado pelo eixo cardan, que conta com diversos componentes, como as cruzetas, luvas, ponteiras, garfos, mancais, flanges de acoplamento e terminais. “Para sua preservação é necessário que o caminhoneiro evite sobrecarga, trancos e esforços excessivos e não se esqueça da lubrificação adequada nas partes móveis –cruzetas, ponteiras e luvas.”

Segundo Jair, a Nakata tem uma linha completa de componentes, composta por cruzeta, garfo, flange, flange acoplamento, luva/ponteira luveira/pontuva, terminal, ponteira com rosca e subconjunto mancal central. “Os componentes são indicados para qualquer tipo de cardan, possibilitando encaixes perfeitos com baixos índices de vibração.”

 

SAIBA MAIS

EATON

0800 170551

www.eaton.com.br

SPICER

0800 7277012

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NAKATA

0800 7078022

www.nakata.com.br