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Conectividade

Conectividade

26/09/2018

 

Ela permite que os veículos tenham sistemas inteligentes para dar mais segurança no trânsito, como também proporciona melhor desempenho, economia e redução de impactos ambientais

Por Paulo Carneiro


 

Na era da tecnologia digital, os automóveis oferecem o conforto e a praticidade que antes estavam disponíveis apenas nos escritórios ou em residências bem aparelhadas. Sem complicações, basta um toque na tela do multimídia para fazer uma conexão com a internet, assim como gerenciar funções do próprio veículo. É bom saber que essas mudanças, pouco a pouco, invadem também as oficinas e o varejo de autopeças, trazendo ao balcão um vocabulário que tende a se renovar a cada dia. Segundo os especialistas, as possibilidades de conexão apresentadas agora são apenas uma amostra do que está para acontecer nos próximos anos.

“A conectividade permite que os veículos tenham sistemas inteligentes para dar mais segurança no trânsito, como também proporciona melhor desempenho, economia e redução de impactos ambientais”, afirma o gerente de Assistência, Serviços e Treinamento Técnico Automotivo da divisão Automotive Aftermarket da Bosch, Daniel Lovizaro. Segundo ele, em certa

medida, o que antes se chamava de carro do futuro já é uma realidade, com recursos que trazem um novo conceito de mobilidade conectada e atuam como uma espécie de assistente pessoal do condutor.

“A Bosch é especialista em todas as tecnologias necessárias para a direção autônoma, que incluem não apenas freios, direção e powertrain, mas também sensores, sistemas de navegação e soluções de conectividade.” De acordo com Lovizaro, a conectividade aproxima cada vez mais o mercado automotivo dos veículos autônomos. “Com a direção automatizada, os motoristas terão um número maior de funções de infoentretenimento à disposição no display do que quando estão dirigindo por conta própria. Graças à conexão, eles podem rever compromissos ou até planejar viagens.” O gerente afirma que o mercado brasileiro já oferece soluções de segurança ativa, como o Sistema Antibloqueio de Frenagem (ABS) e o Programa Eletrônico de Estabilidade (ESP®), que é a base tecnológica para muitos dispositivos e que será obrigatório em todo veículo fabricado no país ou importado a partir de 2020. “Por conta disso, os sistemas de assistência ao condutor, como a Frenagem Automática de Emergência, também estão cada vez mais utilizados, com aplicação em veículos produzidos no Brasil.”

Ele lembra que alguns modelos comercializados localmente –entre eles os importados– contam com Park Assist (assistente de estacionamento), sensor de ultrapassagem, regulagem automática de farol, piloto automático adaptativo de distância e velocidade (ACC) –sistema de telemática avançado que oferece serviços de Emergência, Segurança, Navegação, Concierge e Conectividade em um único dispositivo.

“Outra solução, também disponível no mercado local, é o Start/Stop, que desliga o motor quando o veículo está parado no trânsito e religa automaticamente assim que o

motorista aciona o acelerador”, diz. De acordo com Lovizaro, o Start/Stop reduz em até 8% o consumo de combustível e, consequentemente, as emissões de CO2, além de oferecer mais conforto e menos ruído.

Ainda de acordo com o executivo, os veículos equipados com injeção direta para motores bicombustíveis –que proporciona maior torque e potência com menor consumo e emissão–, também estão ganhando espaço no mercado brasileiro. Ele afirma que a injeção direta bicombustível atende a uma demanda por veículos mais eficientes, pois proporciona economia em torno de 15% no consumo e torque até 5% maior. Lovizaro entende que toda a cadeia automotiva precisa estar preparada para esses avanços.

Investir em diagnose

“As oficinas precisam investir mais em equipamentos de diagnose, com tecnologias avançadas e adequadas à realidade e tendências do mercado”, diz. “Somado a isso, também é fundamental realizar investimentos constantes em capacitação e atualização técnica, pois o setor de mobilidade é dinâmico e a cada dia mais inovações estão sendo incorporadas.” Para o gerente, é imprescindível que o profissional esteja atualizado e saiba como realizar os serviços de manutenção e reparação de forma assertiva e com qualidade, considerando toda a diversidade da frota circulante no Brasil. “Existe uma grande diferença entre efetuar a troca de uma pastilha de freio em um veículo convencional ou em um híbrido, por exemplo.”

Segundo ele, a Bosch oferece diversos treinamentos técnicos, com conteúdo teórico e prático, que envolvem todas as principais tecnologias embarcadas. “A grade de cursos é desenvolvida para atender as exigências e tendências de um mercado diversificado e dinâmico, sendo a programação aberta para os diferentes perfis de profissionais do setor, independentemente de fazerem parte da rede de oficinas credenciadas Bosch.” Para concluir, Lovizaro afirma que a empresa também realiza treinamentos customizados a fim de atender de maneira flexível às necessidades dos clientes em termos de conteúdo, local e horário.


 

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